Nascido em 1977, no interior de São Paulo, no Brasil, começou a fotografar na adolescência tentando descobrir uma forma de fixar sua imaginação contaminada pelo cinema. Ao mesmo tempo escrevia poesia em prosa, ouvia Bob Dylan e achava que seria cineasta. Apaixonado pela linguagem visual, tratou a fotografia como experimentação até começar a fotografar espetáculos de teatro, seus primeiros trabalhos profissionais. Não muito certo sobre a fotografia, com 19 anos entrou na Faculdade de Letras da Universidade Braz Cubas. Com 21, numa urgência, foi chamado por um amigo para cobrir férias na sucursal do jornal Folha de S.Paulo. No fim do primeiro dia de trabalho havia decidido tornarse fotojornalista. Apaixonouse pela primeira vez, teve um filho. Depois de alguns anos em redações pequenas, mudouse para a capital e entrou no jornal Agora, do mesmo grupo Folha. Inquieto com a rotina da redação, fez especialização em Comunicação e Artes. Errou, acertou, aprendeu, conheceu a obra de Andrei Tarkovski e Theo Angelopoulos, leu a biografia de Paul Cézanne. Apaixonouse pela segunda vez, entendeu a razão do cinema e da pintura o fazerem sentirse humano. Fez projetos pessoais, ganhou prêmios, participou de exposições no Brasil, em Portugal, na Espanha e na França. Saiu do Brasil, fez um mestrado em Ciências da Comunicação, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto. Amadureceu, sentiu saudades da família e do fotojornalismo. Actualmente, no jornal O Estado de S.Paulo, continua fotojornalista, aprendiz e apaixonado, pela família e pela fotografia. |